O presente que ontem seria futuro,
hoje não passa de um levitado
sonho adormecido e prematuro
pelo teu cálice transbordado,
desse sangue que por ti fora derramado.
Homens colhendo seus frutos
de lindas terras vistosas,
mas temperadas pelos falsos profetas
que semeiam sementes venenosas.
Povo enxovalhado ao abandono,
incrédulos ao seu destino,
pedem-lhe o suporte da sua mão,
chorando numa silenciosa oração.
Tempestades efémeras colhidas
em campos abafados pela imensidão
das fortunas pecaminosas e vendidas
que aos incrédulos, lhes concedeu a escuridão.
Povo desesperado,
e caido em tentação
ao inimigo ofereceu a sua luz,
mas a Deus, lhe pediu o seu perdão.
Ricardo Barnabé
terça-feira, 15 de abril de 2008
Poesia nua de versos
Visto-me nas sombras das escrituras,
mascarando-me na minha poesia
escrita por essa desalmada tinta
que pestanejou toda a minha vida.
Caminhei embriagado pela rua,
preso aos meus versos saquiados
de tremenda sede de leitura
da minha poesia distante e já nua
de toda a minha límpida bravura.
São metáforas de um antónimo,
límpido suspiro de um abrigo
sem fronteiras a naufragar
quaisquer versos por mim a atracar.
Deles eu me disfarço,
esperando que na minha memória
qualquer palavra venha a embarcar.
Ricardo Barnabé
mascarando-me na minha poesia
escrita por essa desalmada tinta
que pestanejou toda a minha vida.
Caminhei embriagado pela rua,
preso aos meus versos saquiados
de tremenda sede de leitura
da minha poesia distante e já nua
de toda a minha límpida bravura.
São metáforas de um antónimo,
límpido suspiro de um abrigo
sem fronteiras a naufragar
quaisquer versos por mim a atracar.
Deles eu me disfarço,
esperando que na minha memória
qualquer palavra venha a embarcar.
Ricardo Barnabé
Jamais serei poeta
Nasci num amargurado dia
direccionada para o luar
sem qualquer talento
sobre mim a cintilar.
Por isso jamais serei poeta,
capaz de redigir versos
cujas palavras habitam no pranto
vindo do eco da poesia já deserta
de toda a sua face harmoniosa,
Sou incapaz de remanescer
palavras atapetadas
de versos esplendecentes,
e fundir vogais decepadas
dos seus brilhos Incadescentes
Poesia sem poeta
Poeta sem talento,
construo versos na minha mente
tatuados na solidão das minhas mãos
já fartas de lutar pela escrita permanente.
Assim escrevei nos sonhos,
porque lá finto toda a dor
que na realidade sinto,
quando não consigo redigir
o reverso do seu esplendor
E numa noite obstruída pelo silencio do luar,
a minha inspiração vagueia solenemente
na esperança de um dia voltar a escrever
a poesia que chora amarguradamente
por à nascença me abandonar
Jamais serei poeta.
Jamais, jamais serei.
Ricardo Barnabé
direccionada para o luar
sem qualquer talento
sobre mim a cintilar.
Por isso jamais serei poeta,
capaz de redigir versos
cujas palavras habitam no pranto
vindo do eco da poesia já deserta
de toda a sua face harmoniosa,
Sou incapaz de remanescer
palavras atapetadas
de versos esplendecentes,
e fundir vogais decepadas
dos seus brilhos Incadescentes
Poesia sem poeta
Poeta sem talento,
construo versos na minha mente
tatuados na solidão das minhas mãos
já fartas de lutar pela escrita permanente.
Assim escrevei nos sonhos,
porque lá finto toda a dor
que na realidade sinto,
quando não consigo redigir
o reverso do seu esplendor
E numa noite obstruída pelo silencio do luar,
a minha inspiração vagueia solenemente
na esperança de um dia voltar a escrever
a poesia que chora amarguradamente
por à nascença me abandonar
Jamais serei poeta.
Jamais, jamais serei.
Ricardo Barnabé
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