quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
O sangue derramado
imortaliza o teu pecado infame,
Que fez desnudar em torno do meu corpo
Adormecido nos meus desejos,
mais profundos e complexos na tua mente.
Os teus traços lineares
Oscilaram nas raízes da tua angústia,
E as tuas sedentes mãos mancharam,
A transparência do nosso amor.
As minhas impurezas emergiram
Nas garras da tua sedução,
E armadilharam o meu coração
Perpetuando assim, a sua dor.
Enalteceste-te nessa embriagues
alimentada pelas minhas lágrimas,
Cristalizadas por esse pecado
Que derramou sobre o meu ser.
Ricardo Barnabé
Às vezes sinto a minha dor,
A crepitar em torno do meu corpo
emaranhado numa tristeza que invade,
O vazio da minha mente,
para uma solidão permanente
Permanente, não no tempo.
Mas na minha alma,
Exilada no seu momento
Fazendo parecer eterno
Aquele que é o nosso tempo.
Mas quando fixo o seu olhar,
Sinto o seu silêncio na minha alma,
Sinto o meu medo esbanjado no seu silêncio
E sinto a sua mão buscando-me nessa solidão.
Tentando assim, entregar-me ao seu coração.
E sentir que nele é a minha esperança.
A crepitar em torno do meu corpo
emaranhado numa tristeza que invade,
O vazio da minha mente,
para uma solidão permanente
Permanente, não no tempo.
Mas na minha alma,
Exilada no seu momento
Fazendo parecer eterno
Aquele que é o nosso tempo.
Mas quando fixo o seu olhar,
Sinto o seu silêncio na minha alma,
Sinto o meu medo esbanjado no seu silêncio
E sinto a sua mão buscando-me nessa solidão.
Tentando assim, entregar-me ao seu coração.
E sentir que nele é a minha esperança.
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