Quando o silêncio amanhece
entre o vulto da minha alma,
a noite dá voz à minha dor
e os astros resgatam o brilho
da felicidade que me desvanece.
Ricardo Barnabé
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Espelho da minha vida
Numa noite pálida ao luar,
rejeitei a minha alma
enxovalhada pelo medo,
e exilada no meu degredo.
A minha força cobriu-se
de mil mantos de fraqueza,
e a minha voz cessou-se
no vazio da tristeza.
E na poesia embriagada
pela escrita das minhas mãos,
redijo as notas da minha vida,
que dançam na sua angustia perpetua.
Traduzo então os gestos sombrios
das minhas palavras diluidas,
pelo meu pranto que deserda
os sentimentos do caminho da minha alma.
E no diluvio derramado pelo meu olhar
transbordam-se versos da poesia sofrida,
que nas suas palavras, todavia
espelharam a minha vida perdida.
Ricardo Barnabé
rejeitei a minha alma
enxovalhada pelo medo,
e exilada no meu degredo.
A minha força cobriu-se
de mil mantos de fraqueza,
e a minha voz cessou-se
no vazio da tristeza.
E na poesia embriagada
pela escrita das minhas mãos,
redijo as notas da minha vida,
que dançam na sua angustia perpetua.
Traduzo então os gestos sombrios
das minhas palavras diluidas,
pelo meu pranto que deserda
os sentimentos do caminho da minha alma.
E no diluvio derramado pelo meu olhar
transbordam-se versos da poesia sofrida,
que nas suas palavras, todavia
espelharam a minha vida perdida.
Ricardo Barnabé
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