segunda-feira, 30 de junho de 2008

Sopro de esperança

Um sopro de esperança me escasseia,
uma sombra de dor me tormenta
no sofrimento que em mim vagueia.

Um fluxo de veneno correndo nas veias,
devora o meu corpo perdido como uma ilha,
inundada pelas minhas lágrimas fluidas

Espinhos entrelaçados na minha pele,
devorada pelas rosas brochadas na solidão
movida pela minha alma enterrada na exalação

Ricardo Barnabé

Adultéro

São ternuras descabidas
que não passam de aventuras,
Loucamente frias e corrompidas
de casamentos sem frescura.

Possuem-se corpos despidos,
percorridos por excitadas caricias
de mãos floreadas de requintes,
rumo ao proibido fruto das delicias.

Consolida-se assim pecaminosamente
um veneno amparado na infidelidade,
perdido no desejo da sua mente
sem qualquer remédio para lhes salvar,
assinalando-se assim o seu triste adultério.

Ricardo Barnabé